sábado, 28 de maio de 2011

Homenaje a Carl Gustav Jung en 50 Aniversario de su fallecimiento - Conferencias Gratuitas y Documentales





Conferencias Gratuitas y Documentales
Homenaje a Carl Gustav Jung en 50 Aniversario de su fallecimiento

Sábado 28 de Mayo
Conferencia Gratuita a las 20 hs. - C.G.JUNG y EL PRINCIPIO DE SINCRONICIDAD


- La confirmación de las ideas de Jung por la Mecánica Cuántica - Métodos Sincrónicos de exploración de la Psique – Los Sueños, La Astrología, el I-Ching, el Tarot, la Alquimia.


Documental a las 22 hs. - La PSICOLOGÍA DE C.G.JUNG y LA MECÁNICA CUÁNTICA


El Dr. Fred Alan Wolf, físico y matemático, explora los descubrimientos de la Mecánica Cuántica a partir de la Psicología de Carl G. Jung y sus investigaciones de la Alquimia Medioeval. Un viaje fascinante hacia el interior del átomo, nuestra mente y la comprobación de la teoría de los Arquetipos de Jung.


Sábado 4 de Junio a las 20 hs.

Conferencia Gratuita a las 20 hs. - C. G. JUNG y su TEORÍA de LOS COMPLEJOS


- Los Complejos no son negativos - ¿Cómo vivir completamente sin Complejos?


- Encontrando el Núcleo del Complejo - Los Arquetipos como dinámica fundamental del Complejo - La Relación entre la Consciencia y el Inconsciente según Jung.


Documental a las 22 hs. – COMPROMISO DE CORAZÓN


Un documento fundamental sobre el famoso psiquiatra suizo, basado en los archivos del prestigioso "Instituto Jung" de Los Angeles. "Compromiso de Corazón" es un retrato inspirador de Carl Gustav Jung. Más que una biografía lineal, el film presenta una perspectiva más amplia sobre el humanista, el sanador, el amigo y el mentor.


Charla al finalizar por el Lic. Nicolás Nardi


¡Precio promocional - Valor de la función $15!!!


CURSO DE PSICOLOGÍA JUNGUIANA y Métodos Complementarios de


PSICOLOGÍA TRANSPERSONAL


comienzo en MAYO y JUNIO


Temas del Curso: la Psicología de G.I. Gurdjieff – el Neo-Chamanismo de Carlos Castaneda – La Psicología del Budismo – Psicología de la Mecánica Cuántica.


PSICOTERAPIA JUNGUIANA a cargo del Analista Junguiano Nicolás Nardi


Lugar del Encuentro:


Centro Cultural Jardín de los Ángeles en Av. Corrientes 1680, 1° Piso
Reserve su lugar al Tel. 2053-9679, Cel. 15-3556-9505, Mail nicolas.nardi@aztlan.com.ar

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Viagem ao Cérebro... Visualize o seu funcionamento.

Este link o levará a viajar pelo funcionamento do cérebro!
Interessante e Útil...

*Conceitos básicos sobre o Cérebro

**A Doença de Alzheimer e o Cérebro
Façam uma Boa Viagem...


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Íntegra: Tanatopolítica: regulamentos ocultos da morte dos outros – Márcia Tiburi

Publicado em: 20/10/2009

Assim como a vida, a morte é, sobretudo, uma questão política. Michel Foucault tratou da biopolítica, o cálculo que o poder faz sobre a vida, junto da tanatopolítica, cálculo do poder sobre a morte. Nas sociedades autoritárias, tanto quanto nas democracias nascentes, governos regulamentam pela pena de morte ou pela gestão da guerra o momento em que grupos ou populações inteiras devem morrer. A morte em escala industrial foi chamada no século XX de genocídio. No Brasil, e outros países pobres, a pena de morte é uma lei não escrita. O genocídio, dos crimes mais hediondos que a racionalidade humana pode conceber, está oculto na oculta pena de fome que atinge as populações enfraquecidas, sejam elas indígenas, negras, ou até mesmo populações de mulheres. Qual a lógica que está por trás disto que se tornou a nossa verdadeira "qualidade da vida"?




http://www.cpflcultura.com.br/site/2009/10/21/integra-tanatopolitica-regulamentos-ocultos-da-morte-dos-outros-marcia-tiburi/

terça-feira, 19 de abril de 2011

2011 Ano Temático da Avaliação Psicológica

APAF define 2011 como o Ano da Avaliação Psicológica

A Assembléia das Políticas, da Administração e das Finanças do Sistema Conselhos de Psicologia (APAF), realizada nos dias 11 e 12 de dezembro de 2010, em Brasília (DF), elegeu 2011 como o Ano da Avaliação Psicológica.

O tema será discutido por todo Sistema Conselhos de Psicologia. A APAF também deliberou sobre outros temas, como Ato Médico, Avaliação de Testes Psicólogicos, Psicologia das Emergências e Desastres, CREPOP e descriminalização do aborto.


A reunião teve a participação dos presidentes e tesoureiros dos conselhos regionais.


DELIBERAÇÕES DA APAF DEZEMBRO/2010


1) Resolução nº 009/2010: Prorrogada a suspensão dos efeitos da Resolução nº 009/2010 (Exame Criminológico) até a APAF de maio/2011 para possibilitar a ampliação das discussões sobre a temática.


2) Consulta Nacional: Homologada a Consulta Nacional pela Assembleia de Delegados e criação de um GT para a revisão do regimento eleitoral.


3) Avaliação dos Testes Psicológicos: Criação de um GT para viabilizar a discussão dos critérios necessários para a estruturação da avaliação dos testes psicológicos, que seja correspondente aos Direitos Humanos.


4) Ato Médico: decidida a manutenção da mobilização junto aos Senadores;


5) Psicologia das Emergências e Desastres e a Política Nacional de Defesa Civil e Álcool e outras drogas: Realização de Planejamento conjunto de ações a serem realizadas pelo sistema conselhos das duas temáticas para posterior apresentação na APAF de maio.


6) CREPOP: Pesquisas que serão realizadas em 2011: Atuação de psicólogos com pessoa idosa e segurança pública.


7) Descriminalização do Aborto no Brasil e as contribuições da Psicologia nessa discussão: Encaminhamentos:


1. Acompanhar e participar das lutas dos movimentos sociais, inclusive com relação aos Estatuto do Nascituro;


2. Necessidade de discussão com a categoria, a interface do tema do aborto com a saúde mental, direitos sexuais e reprodutivos e planejamento familiar;


3. Acompanhar o PL do Estatuto do Nascituro;




8) Ano Temático: 2011 será o ano da “Avaliação Psicológica”.


Eixos:

1. Qualificação


o Critérios de reconhecimento e validação a partir dos Direitos Humanos


o Avaliação enquanto processo


o Manuais especificando seus contextos de aplicação e âmbitos de ação;


2. Relações institucionais (contextos em que a avaliação se insere);


3. Relação com o contexto de formação;


9) Desmembramento do CRP-01: Aprovado o desmembramento do CRP-01 e a criação do Conselho Regional da 20ª Região, composto por: Amazonas (sede), Acre, Rondônia e Roraima (Seções).


Os pontos não tratados na APAF dezembro/2010 ficam automaticamente pautados para a APAF maio/2011, a saber:


a. Eleição via internet


b. Carteira de identidade profissional


c. Digitalização de documentos


d. Sistema Único de Assistência Social - SUAS


e. Comemorações dos 50 anos da psicologia


f. Democratização do trânsito

http://www.crpsc.org.br/?open_pag&pid=1290

quarta-feira, 9 de março de 2011

Obesidade Mental - Andrew Oitke

Obesidade Mental - Andrew Oitke

Por João César das Neves - 26 de Fev 2010

O prof. Andrew Oitke publicou o seu polêmico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.


«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»


Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»


O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»


Um dos capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»

O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante e sensacionalista. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.» Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.

«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandela é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.

«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, e com isso a falta de senso social, o egoísmo e a agressividade. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.


O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Etiquetas psiquiátricas de transtornos inventados

Votación para que los Trastornos Psiquiátricos broten a la Vida

La
La "biblia" de costo de la psiquiatría, El Manual de Diagnostico y Estadística

Los criterios de diagnóstico psiquiátrico son literalmente una votación para que algo surja a la existencia y son ingresados en el Manual Diagnóstico y Estadístico de los Trastornos Mentales (DSM) de la Asociación Psiquiátrica.Por lo que se vota es por un sistema de clasificación de síntomas que es drásticamente diferente, y ajeno a cualquier cosa en medicina. Ninguno de sus diagnósticos se apoya en evidencia objetiva del mal o enfermedad física o en evidencia científica.




“En la psiquiatría no hay pruebas objetivas, no hay Rayos X, pruebas de laboratorio, o exámenes o descubrimientos que definitivamente digan que alguien tiene o no tiene un trastorno mental”.

—Allen Frances, Ex- Jefe del Grupo de Trabajo del DSM-IV



“El DSM-IV es la fabricación tras la cual la psiquiatría busca aceptación por parte de la medicina en general. Los asociados saben que es más un documento político que científico… El DSM-IV se ha convertido en una biblia y en un best-seller para hacer dinero, a pesar de sus grandes fracasos”.

—Dr. Loren Mosher, Profesor Clínico de Psiquiatría



“La forma en que algo se introduce en el DSM no está basada en pruebas de sangre, exámenes estructurales del cerebro o descubrimientos físicos. Está basada en descripciones del comportamiento. Y esto es lo que representa el sistema completo de la psiquiatría”. —Dr. Colin Ross, psiquiatra



“Podemos fabricar suficientes etiquetas de diagnóstico sobre la variación normal del estado de ánimo y el pensamiento para poder suministrar continuamente medicamentos... Pero cuando se trata de fabricar enfermedades, nadie lo hace como la psiquiatría”. —Dr. Stefan Kruszewski, psiquiatra de Pennsylvania entrenado en Harvard, 2004



“En resumen, todo el negocio de crear categorías psiquiátricas de 'enfermedades' formalizándolas por consenso, y subsecuentemente atribuyéndoles códigos de diagnóstico, que a su vez guían a su uso para cobro de seguros, no es más que un fraude continuo que le otorga a la psiquiatría un aura pseudo científica. Los perpetradores, por supuesto, están alimentando al público con esto”. —Dr.: Thomas Dorman, Internista y Miembro del Colegio Real de Físicos del Reino Unido y Canadá

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Torta "NÊGA MALUCA"


Uma senhora entra numa confeitaria e pede ao balconista uma torta ''Nêga Maluca''. O balconista diz à cliente que usar o nome "nêga maluca", hoje em dia, pode dar cadeia, DEVIDO A:



- Lei Affonso Arinos;
- Lei Eusébio de Queiroz;
- Artigo Quinto da Constituição;
- Código Penal;
- Código Civil;
- Código do Consumidor;
- Código Comercial;
- Código de Ética;
- Moral e Bons Costumes,
- Além da Lei 'Maria da Penha'...


- Então, meu filho, como peço essa porra de torta?
- Torta afro-descendente com distúrbio neuro psiquiátrico...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Os Novos Rumos da Psicologia

Introdução à "Psicologia Quântica Diferencial"


Antes de profundizar sobre la propuesta de la investigación en Psicología desde los conocimientos de Física Cuántica Diferencial, consideramos necesario aclarar cualquier cruce de interpretación entre lo que se conoce en la actualidad como Psicología Diferencial, y la aquí propuesta, Psicología Cuántica Diferencial. La Psicología Diferencial centra sus líneas de estudio en el marco de las Diferencias Individuales propuesto, entre otros, por Eysenck, y sus investigaciones en torno a la Inteligencia Humana. La Psicología Cuántica Diferencial sigue la línea de conocimientos propuesta desde la Física Cuántica Diferencial, y de ahí su nombre.

La Cuántica Diferencial es la parte de la Física Cuántica que estudia y explica las interacciones débiles (p.e., radiación electromagnética) por contraposición a las interacciones fuertes (p.e., gravedad, energía atómica, etc.).

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Las investigaciones más avanzadas dentro de la Física Cuántica Diferencial, gracias a las cuales gozamos de ventajas cotidianas, como la tecnología de transmisión de datos vía satélite a través de la ionosfera, es decir, telefonía móvil o internet, alcanza un punto de convergencia directa con la Psicología cuando se llega a la comprensión de la relación entre la radiofrecuencia específica del Universo (Dr. Dieter Broers) y la radiofrecuencia característica de cada cerebro humano, como si de una huella dactilar se tratase (Dr. Schumann, Dr. López Guerrero).

 

Los resultados obtenidos por investigadores provenientes de otros campos de la Ciencia (resultados neurológicos, resonancias y frecuencias Schumann, transmisión de paquetes de datos a través de la ionosfera, la relación ionogenomática, las interacciones fuertes y débiles, etc.), que convergen finalmente en la explicación del SNC (cerebro) y, consecuentemente, en la conducta humana, reclaman la participación directa de la Psicología para la interpretación y marco adecuado de los resultados de dichas investigaciones, a la vez que nos brinda a los psicólogos una oportunidad única en nuestra breve historia como disciplina científica (recordamos que la Psicología ya se considera, por fin, una carrera universitaria de Ciencias) para desarrollar nuestros estudios en los más puntero de la ciencia, y específicamente en nuestro campo de intervención: la conducta humana.



La Física Cuántica Diferencial ha aportado una nueva descripción del Universo que ya no es lineal, sino multiversal y atemporal, es decir, el tiempo es una creación de nuestra mente para poder referenciar y ordenar los cambios que ocurren en el entorno. Esta explicación facilitaría la comprensión, por ejemplo, de por qué en el cerebro se activan los mismos núcleos cerebrales para la memoria (pasado) y para la imaginación (futuro), ya que, desde su percepción de la realidad como es, es decir cuántica y no lineal, ambos conceptos son parte de lo mismo.



La Biofísica ha aportado la explicación (resonancias Schumann) de los niveles de radiofrecuencia necesarios para la supervivencia de los mamíferos en la tierra, y que son percibidas por núcleos específicos del SNC (glándula pineal) relacionados con la percepción e interpretación de las frecuencias de la luz a través de los rayos gamma del sol.



La Ingeniería de Telecomunicaciones (Diferencial König-Guerrero) ha aportado los conocimientos sobre la transmisión de paquetes de datos a través de la ionosfera, utilizando la curvatura espacio-temporal, en márgenes de radiofrecuencia coincidentes con las radiofrecuencias referidas en la investigación Biofísica.



Desde la Psicología ya se conoce y se han estudiado ampliamente los efectos beneficiosos de la luz sobre el estado de ánimo, el bienestar percibido y la salud en general, y además se aporta el conocimiento sobre la capacidad que tiene el ser humano para, desde la propia voluntad, generar las frecuencias necesarias activando los núcleos cerebrales correspondientes que hace que resuenen con las frecuencias del Universo, generando su propia felicidad como un acto de decisión personal.



En el IRCAI, todas estas ciencias convergen gracias a un equipo investigador transdisciplinar que ponen su conocimiento y experiencia para asentar las bases científicas de la conciencia y de la felicidad humanas, y sus aplicaciones a distintos ámbitos de la realidad cotidiana (trabajo, psicología positiva, enfoque terapéutico, etc.).



Para este objetivo, la Psicología Cuántica Diferencial seguirá aplicando los instrumentos que ya se han desarrollado en el campo de la Psicología, y que confirman que, para que una persona sea capaz de activar su frecuencia personal, es preciso que conozca y trabaje con el pensamiento positivo, la atención y la motivación; la gestión eficaz de las emociones, la comunicación y la asertividad; y la perseverancia en la consecución de objetivos a medio y largo plazo, de manera que sea capaz de transformar la energía enfocando el pensamiento en metas específicas.



La propuesta de la Psicología Cuántica Diferencial consiste en el cambio de perspectiva de la realidad humana y entenderla tanto desde las leyes del Universo en el que se encuentra inmersa, como desde las capacidades que tiene el propio SNC para desenvolverse elegante y eficientemente en esa realidad cuántica.




Autora: Mila Cahue Gamo. Psicologa.

Publicación: Revista científica IRCAI.





segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dez bilhões de dólares pelo seu pensamento

Dez bilhões de dólares pelo seu pensamento


(por Roberto Prado em “Amplo Espectro – apenas mais um coração fazendo barulho”)
Mixaria atrai mixaria na razão direta da falta de massa cinzenta. Estamos aprendendo da maneira mais difícil – levando chibata no lombo – esta equação do capitalismo do Século XX, que virou lei no XXI e que colocou o pensamento definitivamente no topo da cadeia alimentar. Como já diziam os nossos antigos (que, aliás, também eram umas antas): quando a cabeça não pensa o corpo padece. E agora, infelizmente, o que restou para países com o Brasil, onde o dinheiro empaca nas mãos de uma elite de jericos, foi o dignificante papel de puxar carroças. Ou cavoucar a terra como um bando de toupeiras, envenenando os rios, detonando as florestas, inviabilizando as pequenas cidades, amontoando a população em vergonhosas malocas e tudo isso em troca do que? De mixaria.

Nós, eternamente cafetinando plantinhas indefesas?

Ora direis que plantar soja é importante e eu vos direi no entanto que nem cobrindo toda a extensão do país com dois andares de lavoura o Brasil conseguirá faturar o lucro anual de apenas uma (eu disse: uma!) empresa do EUA, a Microsof, por exemplo. Vamos pensar juntos. Há muito já se desconfiava que cultivar vegetais e fabricar objetos para vender ao estrangeiro não daria mais camisa a nenhum país que se preze. No máximo, estas atividades hoje sustentam um punhado de capatazes locais das corporações sediadas em nações capazes de produzir ideias, conceitos e marcas. Quer uma prova concreta? Basta dar uma olhada no seu extrato bancário para você se convencer, da pior forma, que todo o restante da população de países como o Brasil fica, literalmente, a ver navios: navios de minério de ferro navegando para a China e navios de grãos que, vocês sabem, vão virar ração para engordar os porcos capitalistas.

Um gigolô em cada porto.

E por falar nisso, recentemente, um dos maiores terminais exportadores do Brasil, o Porto de Paranaguá, festejou a marca de U$ 10 bilhões em movimentação de cargas, no período de um ano. Maravilha. Isso é pouco? É muito? Confesso que a minha mente poluída de tostões tem certa dificuldade em processar tantos zeros. Mas dá para comparar: sabemos, com certeza, que essa quantia é quase o mesmo valor envolvido na venda da firma de desenhos animados do Steve Jobs, a Pixar, para os Estúdios Disney. E olha que as duas empresas não precisaram escravizar metade dos EUA e endividar a outra para movimentar esse dinheiro. Já pensou?

O meu, o seu, o nosso orgulho de produtor.

E antes de ser atropelado por uma colheitadeira-bomba ou soterrado por contêineres suicidas, deixo bem claro que nada tenho contra a nossa pujante atividade agrícola. Plantar sempre foi e sempre será uma excelente forma de engrandecer a nação – desde que a safra seja saboreada pelos compatriotas e apenas os excedentes sejam exportados, de preferência processados de alguma maneira que os faça valer dinheiro de verdade. Se você parar para pensar vai chegar à conclusão que o atual modelo brasileiro, essa tal da “agricultura capitalista de modelo exportador”, além de não ter futuro, gera um presente muito triste. E o passado? Bem, basta lembrar que o Brasil, durante o ciclo da monocultura da cana-de-açúcar, teve, durante quase cem anos, uma renda per capita superior à da Inglaterra (a dona do mundo, então). Noves fora, zero: ao final da farra, acabamos devendo até as calças para esse mesmo Reino Unido.

Trezentos anos depois, a história se repete, bastando trocar o leão inglês pela águia norte-americana no topo da cadeia alimentar. Claro, estamos todos desculpados, três séculos é um período curto, não deu tempo para pensar direito no assunto. Estávamos muito ocupados dando terrenos, isenções e gente que recebe baixos salários para incentivar a montagem do “nosso” parque industrial. E hoje, num mundo que gira em torno de conceitos, continuamos oferecendo produtos e recebendo em troca a mixaria que a margem de lucro do novo capitalismo reserva para gente como nós. E ainda lutamos, suamos a camisa, rezamos, vendemos a alma, suplicamos a Deus e todo o mundo, mendigamos pelo planeta para que, por misericórdia, reduzam as barreiras alfandegárias, sanitárias e fiscais. Bem feito, quem mandou não estudar? Diriam novamente nossos antepassados, burros e metidos à besta.

É preciso pagar para – talvez, quem sabe, um dia – ver.

Vamos pensar juntos. Claro que podemos virar esse jogo, ou, pelo menos, reduzir a diferença dessa goleada histórica, simplesmente investindo em idéias. E não estamos falando aqui em abrir uma estatal, fazer concurso e trancar pessoas supostamente inteligentes em repartições públicas com a obrigação de “ter idéias”. Ou de lançar os programas “Pensa Brasil” e “Burrice Zero”. Os países de “primeiro mundo” já inventaram uma fórmula genial para criar um ambiente propício a bons pensamentos: pagar salários decentes e não se meter na vida das pessoas. Uma coisa muito simples, que faz o dinheiro circular, esquenta os traseiros dos que estão sentados sobre cofres ociosos, enfim, redistribui um pouco melhor a mixaria. É quase certo que, em se aplicando este revolucionário método gerencial, importado da Europa, EUA e Japão, o nosso poder de raciocínio médio melhore rapidinho. E os César Lattes, Newton Freire-Maia, Paulo Leminski, Jamil Snege e Marcos Prado do futuro (isso só para ficar em alguns exemplos paranaenses) mesmo que continuem sendo considerados estranhos no ninho, serão deixados em paz nos seus cantos, pois renderão bilhões de dólares por cabeça, em benefício do País, inclusive os menos dotados de neurônios, como eu e você.
Morrendo de medo do escorpião no bolso.

Mas existe aí um pequeno probleminha. Isso de investir em “idéias” nem sequer passa pelo pensamento dos nossos governos ou da brava elite que se beneficia com a mixaria que rende a venda em estado bruto do país. Ganhar dinheiro com idéias? Só para imaginar já dá muito trabalho. Pensar é caro demais. Raciocinar é custoso. Pesquisar é demorado. Conviver com pessoas inteligentes é um perigo. Ler dá dor de cabeça. Pagar bem e dar às novas gerações um tempinho livre para inventar alguma coisa que preste dá câncer na próstata. Pagar um tostão pelo seu pensamento? Nem pensar.

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Abrindo os cofres, ou um protesto contra a civilização.

"A precaução tomada contra ladrões que abrem cofres, examinam sacolas ou saqueiam gavetas, consiste em mantê-los com cordas e trancá-los com fechos e cadeados. É a isso que o mundo chama de sagacidade. Porém, chega um ladrão musculoso e leva a gaveta nos ombros, com o baú e a sacola, e foge, levando tudo nas costas. Seu único receio é que as cordas, fechos e cadeados não sejam bastante fortes. Por conseguinte, o que o mundo chama de sagacidade não é simplesmente assegurar as coisas para um ladrão musculoso? E atrevo-me a afirmar que nada daquilo que o mundo chama de sagacidade é outra coisa senão poupar para os ladrões fortes. E nada do que o mundo chama de prudência é outra coisa senão entesourar para os ladrões fortes.”

Texto do chinês Chuang Tsé, escrito quase 300 anos antes de Cristo, tradução de Marques Rebelo.

http://robertoprado.blogspot.com/2010/05/dez-bilhoes-de-dolares-pelo-seu.html 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A sábia poesia de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa (Lisboa, 13 de junho de 1888 - Lisboa, 30 de novembro de 1935)





Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,

mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e

se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar

um oásis no recôndito da sua alma .

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos..

É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

domingo, 24 de outubro de 2010

ENVELHECER - ARNALDO ANTUNES



"A COISA MAIS MODERNA QUE EXISTE NESSA VIDA É ENVELHECER... A BARBA VAI DESCENDO E OS CABELOS VÃO CAINDO PRA CABEÇA APARECER... NÃO QUERO MORRER POIS QUERO VER COMO SERÁ QUE DEVE SER ENVELHECER... NÃO SEI POR QUE ESSA GENTE VIRA A CARA PRO PRESENTE E ESQUECE DE APRENDER... FELIZMENTE OU INFELIZMENTE SEMPRE O TEMPO  VAI CORRER..."

(ARNALDO ANTUNES)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Lições de Mitologia - Faetón

MITO DE FAETÓN



En tiempos lejanos el Universo era un inmenso globo de cristal purísimo. En su materia transparente estaban incrustadas las estrellas. En el centro de esta esfera se hallaba la Tierra. En sus corrientes de agua cristalina, que corrían por valles claros, vivían los dioses. Éstos habitaban en palacios de mármol y cuidaban del orden y del concierto de todos los fenómenos por orden de Zeus, supremo Rey de la Creación.

Febo Apolo, dios del sol, estaba encargado de dar luz y calor a la Tierra. Sobre su carro esplendente - tirado por caballos indómitos que sólo obedecían a su auriga- recorría diariamente la amplia ruta del espacio. Los rayos ardientes del carro pasaban a una justa distancia de la superficie de la tierra. El curso era regular, de oriente a occidente, y la luz y el calor, nunca excesivos, maduraban las mieses y hacían felices a los hombres. Entre éstos vivía entonces Faetón, gallardo hijo de Apolo y su esposa Climena, cuyo corazón rebosaba de orgullo cuando veía pasar en lo alto el espléndido carro de su padre. Éste no podía detenerse nunca para hacer una caricia a su hijo; ni siquiera una mirada podía dirigirle, ocupado siempre en conducir sus indómitos corceles.

Faetón no se consolaba de esta falta de consideración de su padre. En más de una ocasión fue ridiculizado por los hombres, quienes sospechaban que la paternidad de Apolo era pura fábula y mentira. Épafo, hijo de Júpiter e Io, pone en duda el origen de Faetón, que dice ser hijo de Clímene y Apolo. Enfurecido, Faetón implora a su madre que le diga la verdad, y ésta le remite al mismo Sol para que sea Él quien le confirme que es en verdad hijo suyo.

Hacia el palacio del Sol se dirige Faetón, y su padre, Febo Apolo, le recibe con cariño, confirmándole su origen, y prometiéndole, alegre e inconsciente como solo los dioses Olímpicos pueden ser, concederle cualquier deseo. El orgullo de Faetón, la pretensión de ser reconocido por todos como hijo del Sol le lleva a la perdición: le ruega a su padre que le permita conducir el Carro del Sol, en el viaje del Astro por el Firmamento.

Al oír tales palabras, Apolo se arrepintió de haber prometido que iba a acceder a cualquier petición de su hijo. No podía permitir que éste corriera el riesgo de una catástrofe, provocando un desastre irreparable.

-Hijo mío- exclamó el dios en tono persuasivo-: no tienes idea de lo que significa regir esos corceles para que no se aparten de la ruta fijada. Son caballos indómitos, que sólo la mano de un dios puede sujetar.

Faetón meneó la cabeza. Quería significar que ninguna razón podía apartarlo de su propósito. Debía concedérsele lo prometido.

-¿No comprendes, hijo, que un solo momento de descuido, un instante de debilidad, hará que el carro se desvíe de la ruta? Un pequeño alejamiento de la Tierra provocaría la muerte de todos los seres vivos por falta de calor; una pequeña aproximación secaría los arroyos, los ríos, los mares y todas las fuentes que dan vida a las plantas, a los animales y a los hombres.

Ni los argumentos ni el tono doliente y persuasivo de Apolo conmovieron al terco joven.

-Quiero demostrar a los hombres que soy digno hijo del dios del sol. Estoy seguro de que guiaré con firmeza tus caballos.

Agotados todos los argumentos, Febo recurrió a los ruegos y súplicas; pero Faetón mantuvo firmemente su decisión. La promesa debía ser cumplida.

A la hora señalada por Zeus desde los tiempos más remotos, el carro del sol estaba listo para emprender la diaria carrera por el firmamento. En el momento en que el joven empuñó las riendas, Febo, temeroso de lo que pudiera hacer su hijo, le hizo las últimas recomendaciones.

-Espero que Zeus te dé fuerzas para mantener sujetos a los caballos durante la jornada entera. No descuides ni un instante las riendas. No te distraigas y, sobre todo, no trates de mirar hacia abajo.

Faetón ardía de impaciencia. Con las riendas en su puño firme, esperaba el minuto preciso del comienzo de la carrera. Estaba seguro de que el éxito coronaría felizmente su audaz empresa, logrando así la consideración y el respeto que le negaban los hombres.

Al comienzo, la carrera se desarrolló normalmente. Parecía que los caballos no habían advertido el cambio de auriga. El carro refulgente horadaba las sombras, y los caballos seguían la ruta acostumbrada.

"Ahora se despiertan los pájaros en sus nidos. A mi paso me saludan las aves con sus cantos. Todos los elementos de la tierra elevan hacia mí himnos de gracia. Ellos no saben, ni pueden imaginarse, que no es Febo el que guía hoy el carro del sol".

Así iba pensando Faetón mientras los corceles, regidos por las riendas tensas, seguían por la ruta del cielo. El joven se imaginaba el espectáculo que a su paso se desarrollaba sobre la Tierra, cintas de ríos y arroyos centelleantes, brillo de olas marinas, verde de praderas inmensas, juego de nubes y trabajo fecundo de hombres laboriosos. ¡Qué hermoso debía ser ese espectáculo visto desde las alturas! Y en un momento de debilidad, en un instante de olvido de las recomendaciones paternas, el inexperto auriga dirigió la mirada hacia abajo. Fue un momento, más breve que el zigzaguear de un relámpago. Una de las riendas quedó floja; uno de los corceles lo advirtió y se separó lateralmente; los otros fueron atraídos por el primero, y el carro se desvió de la ruta.

Faetón quiso enderezar el curso para tomar el rumbo cierto, pero sus brazos no tuvieron fuerza suficiente para ello. Los corceles siguieron apartándose, indóciles al puño que los regía.

Cuando el carro del sol se acercó a la Tierra, vastas regiones ardieron de súbito. Campos y ciudades fueron presa de las llamas, y en poco tiempo, cultivos, arboledas, aldeas y urbes se transformaron en ceniza. Grandes humaredas se elevaron al cielo, y Faetón se desesperaba al comprobar la inutilidad de sus esfuerzos. Aferrado a las riendas, veía con espanto que los caballos se alejaban ahora de la tierra. Un frío intenso sembró la muerte sobre vastas regiones. Ni plantas ni animales sobrevivieron en ellas. Los hombres corrían despavoridos en busca de los rayos del sol, pero éstos eran tan débiles por su lejanía, que el calor era insuficiente para mantener la vida.

Cuando Zeus, advertido del curso irregular del carro del sol, vio desde su trono que era una mano inexperta la que empuñaba las riendas, tomó uno de sus rayos y lo lanzó al espacio.

El rayo golpeó en pleno pecho al audaz auriga, y éste soltó las riendas y se precipitó en el vacío. El carro del sol se detuvo un momento, y Febo volvió a ocupar su puesto. Todo volvió a su quicio, la vida de la Tierra retomó su curso normal, y el desastre ocurrido asumió el carácter de un incidente pasajero. El cadáver de Faetón cae al río Erídano, donde sus hermanas, las Helíades, metamorfoseadas en tristes álamos, lloran su triste destino.

publicado por Gaby

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"Comer Rezar Amar"



domingo, 3 de outubro de 2010

Filmes - Comer Rezar Amar

O Pior labirinto que podemos encontrar é aquele construído dentro de nós mesmos, através de nossas renúncias diárias, levados talvez pela correnteza do cotidiano, aprisionados pelas paredes do desconhecido. Liz (Julia Roberts), após se divorciar resolve mudar sua vida. O que para muitos seria uma loucura, para ela uma busca, uma jornada interior na tentativa de encontrar um sentido para sua vida. Movida apenas pela sua intuição e orientada pelo capricho do destino ela resolve partir em uma longa viagem. Sua única certeza são os três destinos: Itália, Índia e Bali. Na sua bagagem apenas perguntas sem respostas. O que se segue é uma incrível “viagem” por todos os sentidos que esta palavra pode conter. Uma viagem emocionante por três culturas completamente diferentes. Uma viagem por cenários espetaculares, com uma fotografia de tirar o fôlego. Uma viagem em um enredo muito bem escrito e dirigido, que fazem as mais de duas horas de filme parecerem vinte minutos. Uma viagem na interpretação dos atores, na trilha sonora maravilhosa, mas principalmente na viagem interior da personagem em busca do verdadeiro sentido da vida. Uma busca pela sua identidade, pela paz interior, pelo equilíbrio emocional e pela descoberta da capacidade de amar novamente. Mas com certeza a maior viagem acontecerá dentro de você ao assistir o filme!


Fonte: Blog do Buraco

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Alexandre Garcia: Em quem votar?

Alexandre Garcia
21 de Setembro de 2010

Em quem votar ?

A senhora de cabelos brancos abordou-me no cafezinho do shopping: "Vou-me embora para o Uruguai. Aqui não dá mais. Corrupção por toda a parte, falta de vergonha na cara e sem opção para votar."

Respondi que o Uruguai seria uma boa opção, onde as pessoas têm vergonha na cara e se vive muito bem. Mas seria bem melhor que as pessoas que aqui vivem manifestassem sua indignação, como em tempos de caras-pintadas. E ela tem razão: quem não concorda com a lista de candidatos, não tem opção. Os legisladores que fizeram a lei eleitoral, espertamente não deixaram a opção "nenhuma das respostas acima".

Que democracia é essa, que não permite o "não"? Todas as opções exigem um "sim". Votar em branco ou anular o voto não muda nada e até favorece os que receberam votos válidos, diminuindo a quantidade de votos necessária para se eleger deputados. Quem votar no Tiirica, em São Paulo, como voto de protesto, estará elegendo outros candidatos com as sobras do milhão de votos que o palhaço vai ter. Elegerá, por exemplo, seu companheiro de partido Valdemar Costa Neto, denunciado no mensalão. Quando Eneas recebeu 2 milhões e 500 mil votos de protesto, elegeu outros cinco, que haviam recebido de 200 a 500 votos. Que lei eleitoral é essa? Que democracia é essa?

Se quisessem ser, realmente, democratas, dariam chance ao "não" se manifestar. Escreveriam na lei, por exemplo, que a eleição estaria anulada se a maioria dos eleitores votasse em branco ou anulasse o voto. Eleição anulada e obrigação de apresentar outra lista de candidatos, já que na lista anterior a maioria julgou que nenhum merecia voto. Teriam coragem de fazer isso, de dar essa chance à democracia, à renovação? É terrível essa escolha obrigatória do menos ruim, do menos mentiroso, do menos demagogo, do menos envolvido em negociatas - como na avaliação da desesperada eleitora que quer se mudar para o Uruguai. É como ser obrigado a saltar de um prédio, mas poder optar por um andar mais abaixo.

Pesquisa recém publicada pelo Correio Braziliense, encomendada ao Instituto FSB, mostra que 45% dos eleitores da capital do Brasil não votariam se o voto fosse facultativo. 20% não lembram quem foi o antecessor de Lula, 33% não sabem quem é o governador do Distrito Federal e só 9% lembram em quem votaram para senador. Nos últimos dias, um candidato à reeleição para a Assembléia do Rio foi demitido da polícia por formação de quadrilha e concussão; outro foi preso, junto com colegas da Polícia Rodoviária Federal, porque extorquia contrabandistas e empresas de ônibus para financiar campanha para deputado federal; em São Paulo, condenado por roubo teve uma Ferrari apreendida e é candidato a deputado federal; o preso do Amapá lidera pesquisas. Aí, Tiririca nada de braçada, porque palhaçada é o picadeiro dele. Mas o slogan dele tem um engano: pode ficar pior, sim.


Alexandre Garcia é jornalista em Brasília e escreve semanalmente em Só Notícias




sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A consciência de participar

Por Fundação José Saramago


A participação política deu-me algo muito importante, um sentimento solidário muito forte, a consciência de participar numa luta pela humanidade, com todas as sombras históricas que essa luta teve.

“No me hablen de la muerte porque ya la conozco”,

El País (Suplemento El País Semanal), Madrid, 23 de Novembro de 2008

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Trailer do Filme - O Processo (baseado na obra de F. Kafka)

Uma Mente Brilhante, de Sylvia Nasar


Biografia: Uma Mente Brilhante, de Sylvia Nasar


Relógio d'Água, 2002, 672 pp.

Sylvia Nasar apresenta-nos nesta biografia um retrato espantoso de um homem genial, o matemático John Forbes Nash, que viveu em dois mundos opostos: o da racionalidade e o da loucura. Nash foi laureado com o prémio Nobel da economia em 1994 pelo seu contributo para o desenvolvimento da teoria dos jogos. As suas ideias foram desenvolvidas entre 1940-50 durante a sua estadia em Princeton enquanto estudante de doutoramento. Foi na tese de 26 páginas, terminada com 21 anos, que apresentou as ideias revolucionárias de teoria dos jogos, que foram posteriormente aplicadas em economia, política e biologia e que lhe mereceram o Nobel. Mas a vida de Nash esteve longe de ser uma vida de sucesso, ao contrário do que a sua genialidade e os seus feitos enquanto muito jovem faziam prever. Com apenas 31 anos sucumbiu à esquizofrenia, afastando-se do mundo académico e do mundo da racionalidade durante 30 dramáticos anos em que a sua vida profissional e pessoal se desmoronou quase por completo.

Uma Mente Brilhante tem sido extremamente bem recebido pela crítica; foi premiada com o National Book Critics Circle Award e foi finalista do prestigiado prémio Pulitzer. Contudo, também tem recebido duras críticas por parte de alguns especialistas em teoria dos jogos, que acusam Nasar de alguns erros e incompreensões nas explicações que dá da teoria dos jogos. E de facto assim é: se for leigo na matéria a leitura deste livro não irá alterar o facto. Mas continua a ser uma leitura fascinante com contrapartidas valiosas. O retrato da vida académica durante o florescimento cultural dos EUA é maravilhoso. E John Nash é uma figura tão intrigante que vale a pena conhecê-lo.
É provável que já esteja relativamente familiarizado com a vida de John Nash através do famoso filme a que o livro deu origem. Mas devo dizer-lhe desde já que o filme, o que não é de espantar, está muito longe de captar a complexa vida e personalidade do matemático. Uma das coisas fascinantes acerca da personalidade de Nash é o facto de ter sido uma pessoa absolutamente egocêntrica, cujo o objectivo último consistia em resolver teoremas ou descobrir teorias que lhe conferisse grandeza e admiração pelos seus pares. Os seus esforços sempre foram canalizados para esse fim: apenas se lançava a um trabalho de extrema dificuldade e que fosse visto como tal pelos seus pares. Mas o seu alheamento era tal que por vezes empreendeu esforços e colheu resultados, sem dúvida extraordinários, mas que já haviam sido alcançados.

 
A facilidade com que mudava de ramo e se lançava aos mais diversos desafios, desde problemas da matemática pura ou aplicada a problemas da física, era de facto admirável. Na sua vida pessoal, era igualmente uma pessoa quase que abominável: vivia a sua vida sem respeitar os sentimentos alheios, com relações afectivas complicadas tanto com mulheres como com homens. Mas, apesar de tudo isto, não deixamos de sentir um certo carinho e admiração por ele. E isso não advém da sua genialidade, mas do facto de ser tão completamente socialmente inepto e carente que acabamos por conseguir justificar alguns das suas acções aparentemente injustificáveis.

John Nash teve no entanto a sorte de poder desfrutar dos anos mais efervescentes de Princeton, trabalhando ao lado de matemáticos e cientistas cuja a genialidade e importância é sobejamente conhecida — como Albert Einstein e John von Neumann, entre muitos outros. É sabido que o início do arranque cultural nos EUA coincidiu com a Segunda Guerra Mundial. Mas o que despoletou esse arranque já não é tão conhecido. Princeton, tal como as restantes universidades americanas, era medíocre e provinciana, sem qualquer perspectiva de desenvolvimento, geridas por pessoas sem visão nem talento. Por exemplo, o astrónomo Henry Norris Russell foi severamente repreendido pela administração de Princeton por perder demasiado tempo na sua investigação diminuindo o tempo de aulas. Em Yale, o físico William Gibbs, cujo trabalho era já respeitado na Europa, viu o pagamento do salário ser recusado durante 7 anos por «perder» demasiado tempo em investigação «sem qualquer interesse». E as coisas eram assim por toda a parte.

A revolução repentina deu-se por mero acaso quando o administrador de Princeton, Woodrow Wilson, para quem a matemática era algo detestável que só servia para afastar alunos, por amizade a Henry Burchard Fine cedeu à contratação de alguns matemáticos. Por sorte Wilson foi trabalhar para a casa branca deixando o lugar a Fine, que desencadeou a revolução cultural em Princeton em 1912, contratando as grandes figuras mundiais para ensinar matemática e física aos estudantes pós-graduados. E obviamente o ensino melhorou radicalmente e não houve um único estudante que achasse as aulas incompreensíveis mas brilhantes. Se a história da revolução cultural dos EUA prova alguma coisa, é que o que faz falta, e o que fez efectivamente a diferença, foi a competência científica. Esta é uma das lições mais importantes que podemos retirar da leitura deste livro, e que Portugal devia aprender antes que seja tarde demais.

Célia Teixeira